Reconstrução alveolar proteticamente guiada: como é feita a RAPG atualmente

reconstrução alveolar proteticamente guiada
Guaracilei Maciel Vidigal Jr. traz um passo a passo para explicar detalhadamente a técnica de reconstrução alveolar proteticamente guiada.

A reconstrução alveolar proteticamente guiada (RAPG) é uma técnica minimamente invasiva de regeneração do osso alveolar, exclusivamente aplicada após exodontias e, eventualmente, após explantações. Na técnica da reconstrução alveolar proteticamente guiada, a exodontia deve ser feita, obrigatoriamente, sem retalhos, incisões relaxantes, suturas e, preferencialmente, com o auxílio de periótomos. O objetivo da não realização das incisões relaxantes é preservar a integridade do periósteo, que assim mantém a capacidade de funcionamento como uma membrana, semelhante às membranas para regeneração óssea guiada.

Na consulta anterior à exodontia, o paciente receberá a lista da medicação (antibiótico e analgésico) e deverá ser feita moldagem total das arcadas (Figura 1). O modelo com o dente a ser extraído deverá ser vazado com gesso tipo IV (Figura 2). Neste modelo, o dente comprometido será removido, podendo ser usada uma broca esférica para ponta reta com 5 mm de diâmetro, respeitando-se a margem gengival que deverá ser preservada, devendo ser demarcada com lapiseira de ponta de 0,5 mm antes do início do desgaste, para melhor controle.

Após, um nicho subgengival de 3-4 mm deverá ser escavado (Figura 3), podendo-se usar duas brocas: inicialmente uma broca esférica de 2 mm de diâmetro para aprofundar o desgaste, em seguida uma broca tronco cônica para dar expulsividade e aplainar as paredes laterais, removendo pontos de retenção. Ambas as brocas são para ponta reta. Após o término do preparo, a margem gengival demarcada com a lapiseira não deverá ter sido removida. Este modelo será enviado para o laboratório, para a confecção de uma prótese adesiva provisória.

No consultório, no milímetro subgengival intermediário do pôntico da prótese adesiva, deverá ser confeccionada pelo dentista uma canaleta de 1 mm (Figura 4), usando uma broca esférica de 0,8 mm de diâmetro para ponta reta. Depois, os ângulos vivos deverão ser arredondados com uma borracha para acabamento. O objetivo desta canaleta é permitir o crescimento da mucosa na área, formando um anel o’ring mucoso que impede a margem gengival de sofrer retração. No dia anterior à exodontia, a prótese adesiva deverá ser imersa em solução antisséptica de álcool 70% com clorexidina a 1%, para desinfecção da prótese. Antes da cirurgia (cerca de uma hora), a prótese deverá ser removida da solução antisséptica e imersa em solução fisiológica estéril, para diluição e remoção da solução antisséptica.

Após a exodontia (Figura 5), a prótese (Figura 6) deverá ser cimentada com cimento resinoso dual (Figura 7) e o paciente será orientado a não usar o fio dental por baixo do pôntico. A limpeza será feita somente nas proximais. A prótese não será removida durante todo o período de cicatrização, até a instalação do implante. Desta forma, o coágulo se mantém estabilizado dentro da área do defeito ósseo e se transforma em osso. Após seis meses (Figura 8), uma nova tomografia será solicitada para avaliação do ganho ósseo vertical e horizontal (Figuras 9 e 10).

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