Perfil de emergência peri-implantar

perfil de emergência
Como evitar uma coroa definitiva insatisfatória e comprometimento dos tecidos moles? Marco Bianchini dá dicas sobre o perfil de emergência.
Data de publicação: 11/09/2020

O adequado contorno gengival e perfil de emergência são fatores relacionados não apenas ao sucesso estético de próteses sobre implantes, mas também à saúde dos tecidos peri-implantares. Em áreas estéticas, esses aspectos são ainda mais relevantes, já que, após a perda dentária, o tecido gengival contrai e perde sua configuração natural, apresentando alterações no arco côncavo regular e papilas.

Desta forma, o restabelecimento da arquitetura tecidual original torna-se imprescindível e, geralmente, é obtido por meio de reembasamentos sucessivos da prótese provisória. Após atingirmos o perfil de emergência adequado, este deve ser fielmente transferido para os modelos de trabalho, o que possibilitará ao técnico a confecção da prótese final da maneira mais adequada possível.

O correto manuseio dos tecidos moles é um dos fatores críticos e determinantes para se conseguir um resultado estético próximo ao natural. Aspectos como forma, contorno, limite cervical, quantidade e qualidade de mucosa peri-implantar, e perfil de emergência são determinantes para um resultado final satisfatório na reabilitação com implantes dentários. Estes aspectos devem ser cuidadosamente observados durante o planejamento cirúrgico protético, que ocorre antes de se iniciar qualquer procedimento.

A etapa de reprodução desse perfil se dá durante a moldagem de transferência, cuja execução torna-se um dos fatores determinantes para o sucesso ou insucesso das reabilitações. Deve haver considerável rigor quanto ao tipo de material utilizado, sendo grande a variedade oferecida pelo mercado. Variados são, também, os protocolos e técnicas dessa moldagem de transferência, cujo objetivo final é a obtenção de um modelo de trabalho que facilite a confecção da coroa definitiva. As Figuras 1 a 4 ilustram uma destas técnicas de moldagem de transferência, em um caso clínico executado pelo Dr. Rodrigo Cunha.

A grande vantagem demonstrada neste caso é o uso do pilar Ideale, que possui a versatilidade de confecção das coroas provisórias e definitivas, tanto na forma cimentada quanto parafusada. Além disso, a opção por um implante de plataforma tipo cone-morse também facilita a preservação alveolar, mantendo os tecidos duros e moles originais, respeitando as distâncias biológicas peri-implantares.

“Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei o bem, e prestai ajuda, sem nada esperardes em troca, e será grande a vossa recompensa, e sereis filhos do Altíssimo; porque Ele é benigno até para com os ingratos e maus. Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso. Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados.” (Lucas,6:35-37)

Marco Aurélio BianchiniMarco Bianchini
Professor associado II do departamento de Odontologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); autor dos livros “O Passo a Passo Cirúrgico na Implantodontia” e “Diagnóstico e Tratamento das Alterações Peri-Implantares”.
Contato: bian07@yahoo.com.br | Facebook: bianchiniodontologia | Instagram: @bianchini_odontologia